
Garotinhos Cinquentões
O grupo Garotinhos é formado por amigos que se reúnem para jogar futebol na APCEF Goiás, em Goiânia.
Criado em 24 de novembro de 2012, por iniciativa de Geraldo Neto, com apoio da diretoria da associação à época, presidida por Verinha, o grupo surgiu com a proposta de manter o futebol como prática regular entre colegas com 50 anos ou mais.
Desde então, os encontros acontecem semanalmente, reunindo participantes em torno do esporte, da convivência e da amizade construída ao longo dos anos.

Garotinhos Cinquentões
⚽ VIVÊNCIA (QCM)
O grupo Garotinhos foi fundado em 24 de novembro de 2012, na APCEF Goiás, em Goiânia, por iniciativa de Geraldo Neto, com apoio da diretoria da associação à época, presidida por Verinha.
A proposta surgiu da necessidade de manter o futebol ativo entre amigos com mais de 50 anos, criando um espaço próprio para jogar, conviver e fortalecer vínculos que já existiam fora de campo.
No início, o grupo recebeu o nome de Garotinhos Carbonos, expressão que representava jogadores experientes e resistentes. Com o tempo, passou a ser conhecido como Garotinhos, nome que permaneceu e se consolidou entre os integrantes.
Desde então, os encontros acontecem semanalmente, às quintas-feiras à noite, com organização simples, lista por ordem de chegada e participação aberta aos integrantes.
Com o passar do tempo, a dinâmica do grupo foi se fortalecendo além do futebol. A resenha após os jogos tornou-se parte essencial dos encontros, incentivada principalmente por Pedro Fukuia, que contribuiu para a integração entre os participantes e para a consolidação do grupo como espaço de convivência.
A partir dessa convivência, surgiram outras práticas, como o jogo de cacheta e os encontros no bar da APCEF, criando diferentes formas de participação dentro do mesmo grupo.
Pedro Fukuia segue como responsável pela organização semanal, enquanto Saulo atua nos bastidores, contribuindo com a logística, articulação com a associação e apoio para a realização dos jogos e eventos.
Ao longo dos anos, o grupo cresceu, recebeu novos integrantes e ampliou sua convivência entre gerações, reunindo hoje participantes de diferentes idades, mantendo a mesma proposta inicial: jogar futebol e preservar a amizade.
Com o falecimento de Geraldo Neto, em julho de 2022, o grupo passou também a carregar sua memória, mantendo viva a iniciativa que deu origem aos Garotinhos.
Como forma de registrar essa trajetória e identidade construída ao longo dos anos, foi desenvolvido o Hino Oficial dos Garotinhos, inspirado nas vivências, histórias e convivência do grupo.
🎵https://youtube.com/shorts/4p_yJ8IkcXQ?feature=share
Nos próximos registros desta página, estão reunidos os depoimentos dos integrantes, revelando diferentes vivências e perspectivas de quem constrói essa história semana após semana.
O grupo Garotinhos Cinquentões guarda memórias que vão além das partidas. O primeiro relato, o de Saulo, foi registrado em áudio, marcando a abertura deste espaço de memória viva. A partir dele, outros depoimentos virão, lidos e curados, trazendo a voz de cada integrante. Em cada relato, veremos o contexto de cada um, suas vivências no grupo e o que os Garotinhos passaram a representar em suas trajetórias.
Vamos ao primeiro passo dessa jornada de memórias.
Relatos De Memórias Individuais
Saulo Macedo Freitas
(Integrante desde 2012 — desde a fundação do grupo)
Sua primeira participação aconteceu na quadra de grama sintética da APCEF Goiás, ao lado de Geraldo Neto, fundador do grupo, e de outros amigos. Desde então, mantém presença constante nas atividades do grupo.
A primeira lembrança de Saulo no Garotinhos é de uma pelada animada, seguida da resenha depois do jogo. Ao longo dos anos, ele participou de diferentes formas: jogando no campo, participando das resenhas, estando presente como amigo e integrando eventos fora da APCEF Goiás, como jogos no CT do Edmar, no CT do Cláudio e em cidades do interior de Goiás.
Nas resenhas, procura estar com todos, sem distinção entre craques ou grupos específicos. As quintas-feiras são marcadas por conversas sobre gols feitos e perdidos, jogos do dia, campeonatos estaduais, nacionais e da APCEF, além de muitas histórias compartilhadas.
Em vários momentos, Saulo percebeu que o Garotinhos era mais do que futebol, especialmente em aniversários, velórios e durante sua internação hospitalar em 2024. O grupo também esteve presente em momentos difíceis, como contusões no joelho e decisões importantes da vida, apoiado pela convivência com pessoas de diferentes áreas profissionais.
Uma presença marcante em sua trajetória no grupo é Geraldo Neto, fundador do Garotinhos, lembrado como amigo, companheiro, confidente e parceiro dentro e fora de campo. A frase associada a ele — “Sempre em frente, vamos conseguir” — permanece viva em sua memória.
Para Saulo, o Garotinhos representa aceitação, amizade sincera, pertencimento e integração, especialmente na terceira idade. O grupo ocupa um espaço de lazer e convivência com amigos de sua geração na APCEF, sem substituir a família.
Caso o grupo deixasse de existir, sentiria falta das peladas, das risadas, das resenhas e da convivência. Ao ver a lista do jogo se formar, sente grande expectativa e costuma colocar o nome logo para garantir participação. Descreve os dias de jogo como quintas-feiras maravilhosas, com bons jogos e ótima resenha.
Se o Garotinhos fosse uma pessoa, seria alegre e cativante. Ter lugar no grupo vai além de jogar bem, envolvendo alegria, solidariedade e convivência. Saulo valoriza a aceitação dos menos habilidosos, a motivação coletiva e as resenhas, simples ou elaboradas, que sempre geram momentos marcantes.
Para ele, o Garotinhos é acolhimento, integração e divertimento: um grupo de amigos que valoriza a amizade, a convivência saudável e a harmonia entre seus membros.
Adenauer Cândido Siqueira
(Integrante desde 2012 — desde a fundação do grupo)
Adenauer Cândido Siqueira participa do grupo Garotinhos desde o início, em 2012. Sua primeira lembrança em campo aconteceu na APCEF, quando foi artilheiro do primeiro campeonato do grupo, jogando ao lado de integrantes da época, como Saulo, o saudoso Geraldo Neto, dentre outros companheiros.
Adenauer guarda com destaque os gols que o tornaram artilheiro no primeiro campeonato, marco inicial de sua trajetória no Garotinhos. Atualmente, participa jogando no campo, participando das resenhas, ajudando na organização, estando presente como amigo e organizando festas e confraternizações.
Em 2025, esteve diretamente envolvido na realização da primeira grande festa do grupo Garotinhos, que reuniu mais de 400 pessoas entre convidados e familiares, com apresentação da banda de Laércio Correntina. Esse momento é lembrado como especial e, até hoje, é citado pelos integrantes como algo que gostariam de repetir.
Nas resenhas, circula entre a conversa e a caixeta, convivendo com amigos como Pedro Fukuia, Paulo Vieira, Ronaldão, Biro, Edmar, Manuel e outros. Ele percebeu que o Garotinhos era mais do que futebol principalmente nas comemorações de fim de ano, nas festas do grupo e nos jogos que sempre terminam em resenha, independentemente do resultado.
Uma pessoa importante em sua trajetória é Pedro Fukuia, citado como seu melhor amigo, além de outros companheiros como Ronaldão e Paulo Vieira. Essa amizade com Pedro Fukuia vem bem antes dos Garotinhos, desde a época do time UFA, e permanece até hoje.
Adenauer também relata apoio do grupo em um período pessoal delicado, no qual se sentiu acolhido e incluído nas atividades, especialmente nas festas e resenhas, graças à postura solidária dos amigos.
Entre os momentos marcantes, destaca a viagem para a cidade de João Pessoa, na Paraíba, quando integrantes dos Garotinhos representaram o grupo fora do estado, jogando no Estádio José Américo de Almeida Filho, o Almeidão, sendo o local mais distante onde o grupo defendeu sua camisa.
Para Adenauer, o Garotinhos é um espaço de convivência sadia e harmônica, onde encontra amigos para o futebol, o lazer, as pescarias e as resenhas. Ele se reconhece como alguém que gosta de organizar encontros, preparar o churrasco e garantir que todos estejam bem.
Caso o grupo deixasse de existir, sentiria falta dos encontros e das resenhas. Ao ver a lista do jogo se formar, participa naturalmente, sem se preocupar em estar entre os melhores atletas. Para ele, os dias de jogo são uma festa, com todos sorrindo no início e no fim, independentemente do resultado.
Se o Garotinhos fosse uma pessoa, seria participativa, parceira e alegre. Ele define o grupo como vencedor, formado por pessoas vencedoras, onde ter lugar vai além de jogar bem, passando por amizade verdadeira e disposição para viver em grupo. Enxerga os espaços do Garotinhos como democráticos, sem espaço para individualismo.
O Garotinhos transformou sua relação com o futebol, que antes era eventual e hoje faz parte da rotina semanal. Para ele, o grupo é encontro de amigos, celebração da vida e convivência por meio do esporte.
Adenauer gostaria que o Garotinhos fosse lembrado, daqui a muitos anos, como um grupo de guerreiros que nunca desiste. Em poucas palavras, o Garotinhos representa em sua vida a união de pessoas guerreiras que amam a vida.
Ronaldo Luiz Alves
(Integrante desde 2012 — desde a formação do grupo)
Ronaldo Luiz Alves participa do grupo Garotinhos desde 2012. Suas primeiras lembranças vêm das partidas realizadas no campo sintético, reunindo atletas acima de 50 anos.
Uma característica marcante daquele início era uma regra criada pelo próprio grupo para tornar o jogo mais inclusivo. Além dos jogadores acima de 50 anos, também era permitida a participação de atletas mais jovens com mais de 100 quilos. Essa condição surgiu como uma forma de permitir que esses jogadores também tivessem oportunidade de participar das peladas, já que muitas vezes não conseguiam acompanhar o ritmo das partidas com atletas da própria idade.
Dessa forma, os Garotinhos encontraram um jeito próprio de equilibrar os jogos: preservando os atletas mais velhos de confrontos com jogadores muito mais jovens e, ao mesmo tempo, criando espaço para que pessoas que normalmente ficariam de fora também pudessem jogar e conviver com o grupo.
Ao longo dos anos, Ronaldo participou do grupo de diferentes formas: jogando no campo, participando das resenhas, ajudando na organização e convivendo com os amigos. Ele também recorda com carinho as viagens e jogos realizados no interior de Goiás, em cidades como Maripotaba, Cromínia e Palmeiras de Goiás, momentos que se transformavam em verdadeiras confraternizações entre colegas.
Nas resenhas, costuma circular entre a conversa e a tradicional caixeta, convivendo com diferentes grupos de amigos. Entre eles estão Tadashi, Juca, Luiz e Domingos, além da turma que prefere o bate-papo descontraído acompanhado de uma cerveja gelada.
Ronaldo lembra também das apostas feitas nas resenhas, que muitas vezes acabavam esquecidas depois, tornando-se motivo de novas brincadeiras entre os integrantes.
Uma figura marcante dessa convivência é Pedro Fukuia, lembrado por Ronaldo como alguém que agregava o grupo e animava as resenhas com seu jeito espontâneo. Em momentos de nervosismo ou quando era provocado pelos colegas com perguntas ou brincadeiras, Pedro costumava reagir com uma expressão forte que acabou ficando conhecida entre os amigos apenas pelas iniciais “V.T.C.”. Com o tempo, a própria turma passou a usar apenas as letras como forma de brincadeira, evitando repetir a frase completa. O que poderia causar estranhamento para quem não conhecia o grupo acabou se transformando em mais uma lembrança curiosa da convivência entre os Garotinhos.
Outro momento muito especial para Ronaldo envolve seu pai, Seu Antônio, hoje com mais de 90 anos. Muito bem-humorado e querido por todos, ele gosta de acompanhar os encontros dos Garotinhos. Enquanto a turma está em campo jogando futebol ou reunida na tradicional caixeta, Seu Antônio costuma se sentar para jogar truco, um jogo de cartas que ele aprecia muito. Sempre aparece um companheiro disposto a formar dupla com ele. Para Ronaldo, ver o pai participando da resenha e sendo tratado com tanto carinho e respeito pelos Garotinhos é algo que não tem preço.
Entre as histórias marcantes de sua trajetória no grupo, Ronaldo lembra de uma decisão de campeonato em que recebeu elogios do treinador antes do jogo, mas acabou ficando fora da escalação inicial. Mesmo contrariado naquele momento, aceitou a situação e seguiu com o grupo.
Para Ronaldo, o Garotinhos é mais do que um grupo de futebol. Ele define o grupo como uma verdadeira família construída ao longo dos anos.
Quando vê a lista de jogadores se formando antes das partidas, sente que a resenha já está começando. Hoje costuma colocar seu nome na lista e incentiva os outros a fazerem o mesmo para ajudar na organização das peladas.
Se tivesse que explicar o grupo para alguém de fora, diria que a resenha vem primeiro e que o futebol é apenas o motivo que reúne todos. O que mais valoriza no Garotinhos é a amizade, o carinho e o respeito entre os integrantes.
Hoje o grupo faz parte de sua alegria de viver. Conviver com todos é um privilégio que ele valoriza profundamente.
Para Ronaldo, o Garotinhos representa amizade, acolhimento e convivência — um grupo onde cada pessoa encontra seu espaço e vive com alegria os momentos compartilhados.
Rildo de Paula
(Integrante desde 2012)
Contexto
Rildo de Paula Borges passou a integrar o grupo Garotinhos em 2012. Sua primeira lembrança no grupo aconteceu na quadra de society de grama sintética da APCEF Goiás, jogando ao lado de companheiros como Geraldo Neto, Gilson, Fukuyia, Saulo e outros integrantes da época. O que mais marcou esse início foi a forma como foi acolhido pelos jogadores, mesmo chegando como um dos novatos no campo. O convite para participar partiu do amigo Gilson, que o incentivou a conhecer o grupo com a frase: “vem para o grupo, aqui é futebol e resenha”.
Com o passar dos anos, Rildo passou a participar do Garotinhos de diferentes formas. Além de jogar no campo, participa das resenhas, ajuda na organização das atividades e muitas vezes atua como mediador em situações de convivência entre os integrantes. Nos momentos depois dos jogos, costuma circular entre a caixeta e as conversas, convivendo com diversos companheiros do grupo.
Entre os momentos marcantes que guarda está a homenagem realizada ao fundador Geraldo Neto, lembrado com respeito pelos integrantes. Rildo também destaca os encontros fora da rotina dos jogos, especialmente as pescarias realizadas todos os anos na casa de seu pai, no município da cidade de Itacaiú. Nessas ocasiões, grupos de integrantes passam alguns dias juntos em atividades de pesca, resenha e convivência, fortalecendo os laços de amizade entre os participantes.
Para Rildo, o Garotinhos representa amizade, pertencimento e convivência. Ele reconhece no grupo um espaço onde o futebol aproxima pessoas, mas onde as relações humanas se tornam ainda mais importantes do que o jogo em si. O grupo também esteve presente em momentos difíceis de sua vida, oferecendo escuta, companhia e apoio por meio da convivência entre amigos.
Hoje, ele define o Garotinhos como um lugar onde o futebol, as pescarias, as resenhas e as atividades compartilhadas se transformam em histórias vividas em comunidade. Para Rildo, mais do que partidas jogadas, o grupo representa um ambiente de amizade verdadeira, união e memórias construídas ao longo do tempo.
* - * - * - * Edmar Borges
(Integrante desde 2012 — desde a fundação do grupo)
Contexto
Edmar Borges faz parte do grupo Garotinhos desde a sua fundação, em 2012. Sua primeira lembrança aconteceu na APCEF, ao lado de companheiros que, em grande parte, permanecem no grupo até hoje. Desde o início, teve a sensação de que o Garotinhos era um grupo que veio para ficar, marcado pela presença constante dos integrantes e pela convivência ao longo do tempo.
Vivência
Ao longo dos anos, Edmar participou do grupo de diferentes formas: jogando no campo, participando das resenhas, ajudando na organização e estando presente como amigo. Costuma permanecer até o final dos encontros, valorizando a convivência com os demais integrantes.
Entre os momentos que marcaram sua trajetória estão as resenhas realizadas no campo do condomínio onde possuía um imóvel e as comemorações de aniversários, que reforçam a união do grupo. Destaca também a convivência com o amigo Ronaldo, presença constante nas conversas e nas brincadeiras.
Para Edmar, todos os espaços do Garotinhos — jogos, campeonatos, convites e resenhas — são momentos prazerosos, onde cada encontro se torna único dentro da rotina do grupo.
Memória
Para Edmar, o Garotinhos representa amizade, respeito e convivência. Ele define o grupo como uma rede de apoio que proporciona saúde física e mental, além de um sentimento de pertencimento. O que o faz retornar todas as semanas é a satisfação de estar com os amigos e participar desse ambiente coletivo.
Acredita que ter lugar no grupo vai além de jogar bem, envolvendo convivência e comprometimento. Espera que o respeito entre os integrantes permaneça ao longo do tempo e que todos que chegam se sintam à vontade.
Para ele, o Garotinhos deve ser lembrado como um grupo marcado pela amizade, união e respeito. Em poucas palavras, sua trajetória no grupo se resume em gratidão.



















































