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Marlene Vieira Martins

é mãe, avó e referência afetiva para sua família. Sua trajetória foi construída com trabalho, responsabilidade e cuidado contínuo com os que estavam ao seu redor. Ao longo da vida, exerceu papéis fundamentais na formação dos filhos, no apoio aos netos e na sustentação dos valores familiares.

Este perfil foi criado para registrar sua história de forma fiel, respeitosa e organizada, preservando fatos, vivências e memórias que compõem sua identidade. Mais do que uma homenagem, este espaço existe para manter viva a memória de quem Marlene é, foi e representa para sua família.

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Marlene
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Marlene Vieira Martins nasceu em 19 de fevereiro de 1943, na cidade de Santo Antônio de Balsas, no estado do Maranhão.
É filha de Clotildes de Castro Vieira e Joaquim Vieira da Silva, integrantes de uma família numerosa marcada pelo trabalho, pela mobilidade e pela busca constante por melhores condições de vida.

A região de Balsas teve sua formação histórica ligada ao Porto das Caraíbas, às margens do rio Balsas — ponto estratégico de acesso às fazendas do município de Riachão. Esse ambiente fluvial e rural influenciou diretamente o modo de vida das famílias locais, estruturando relações de trabalho, deslocamento e sobrevivência que marcaram a infância de Marlene. xxx xxx xxx Este registro segue o Método QCM – Curadoria de Memórias (Contexto, Vivência e Memória), priorizando fidelidade histórica, clareza narrativa e respeito à identidade da pessoa retratada.

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Marlene Vieira Martins

Nascimento: 19 de fevereiro de 1942
Naturalidade: Santo Antônio de Balsas – MA

🟦 CONTEXTO

Filha de Clotildes de Castro Vieira e Joaquim Vieira da Silva, Marlene nasceu em uma família numerosa, marcada pelo trabalho, pela fé e pela busca constante por melhores condições de vida. Sua infância esteve ligada a cidades do Norte e Nordeste brasileiro, em especial Porto Nacional (TO), às margens do Rio Tocantins, em um período de forte atividade agrícola, garimpeira e de transporte fluvial.

Seu pai, ourives, acompanhava os movimentos econômicos da época em busca de sustento para a família. Marlene estudou em colégio de freiras, recebendo uma formação sólida, característica da educação feminina da época.

🟦 VIVÊNCIA

Desde cedo, destacou-se pelo senso de responsabilidade, ajudando os irmãos mais novos e demonstrando aptidão para os estudos. Na juventude, viveu o impacto da crise econômica dos anos 1960 e a expectativa nacional com a construção de Brasília, projeto que levou sua família a tentar uma mudança definitiva — interrompida pela morte trágica de seu pai.

Estabelecida posteriormente em Goiânia (GO), Marlene concluiu sua formação e construiu carreira na área da educação, atuando como professora, supervisora e diretora, deixando contribuição concreta na formação de gerações de alunos.

Casou-se com Antônio Martins Vieira, com quem teve três filhos: Wilton, Paulo Sérgio e Marcelo. Após 18 anos de casamento, enfrentou a separação, assumindo sozinha grande parte das responsabilidades familiares.

Após a aposentadoria pela Secretaria de Educação, encontrou na confecção de roupas infantis uma nova atividade, conciliando trabalho, doação e apoio a famílias em situação de vulnerabilidade.

🟦 MEMÓRIA

Como mãe e avó, Marlene sempre foi presença constante, especialmente na vida dos netos, acompanhando suas formações acadêmicas e pessoais. Viveu para oferecer aos descendentes o cuidado, a escuta e o apoio que muitas vezes lhe faltaram em fases anteriores da própria vida.

Diagnosticada com Doença de Alzheimer, passou a ser cuidada com atenção e dignidade por sua família, especialmente por seus filhos. Mesmo diante das limitações impostas pela doença, sua história permanece preservada por meio das memórias compartilhadas, dos registros documentais e do afeto familiar.

A trajetória de Marlene Vieira Martins representa resiliência silenciosa, responsabilidade e amor vivido no cotidiano — valores que seguem presentes na memória e na identidade de sua família.

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